Fonte: Jornal da tarde - SP - JT Imóvel
Guarulhos é a cidade campeã de lançamentos de imóveis residenciais na Região Metropolitana de São Paulo, de acordo com dados referentes aos últimos 12 meses. O segundo maior município do Estado em número de habitantes - 1,221 milhão de pessoas - teve 25 lançamentos, que somaram 7.290 unidades nesse período.
O levantamento, feito pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), compara as cidades que cercam São Paulo e não inclui a capital. A segunda colocada, São Bernardo do Campo, no ABC, teve 23 novos empreendimentos, que totalizam 3.024 unidades.
"São casas e apartamentos de todos os tamanhos em Guarulhos, mas a maioria dos lançamentos é de 2 e 3 dormitórios, um perfil que atende diretamente ao desejo da classe média", diz Samantha Furlan, responsável por pesquisa e análise de mercado na Embraesp.
Isso significa que os preços médios do metro quadrado no município estão abaixo dos da capital. "A cidade é, há três anos consecutivos, a líder em lançamentos na Região Metropolitana com a vantagem de ter imóveis a preços menores que na capital, mas com qualidade semelhante, o que atrai consumidores e estimula investimentos de construtoras", diz Samantha. "A previsão é que Guarulhos feche 2011 novamente como líder em lançamentos."
Segundo Francisco Pereira Afonso, diretor tesoureiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) e sócio-diretor da imobiliária Sylmar Imóveis de Guarulhos, o preço dos imóveis é, em média, 30% menor que na capital. "Isso ocorre porque ainda há uma boa oferta de terrenos e menos restrições de construção."
Na opinião de Afonso, a oferta maior de crédito imobiliário dos últimos anos trouxe investimentos ao município. "Os compradores de imóveis em Guarulhos podem ser divididos entre moradores da própria cidade e pessoas que vivem nas regiões leste e norte de São Paulo, que fazem divisa com nosso município."
Opção mais barata
Preços médios do metro quadrado em Guarulhos são menores do que os de bairros de São Paulo
SÃO PAULO - Os principais atrativos para quem compra um imóvel em Guarulhos, explicam especialistas, são o acesso fácil à capital, a variedade de serviços e comércio e o preço, menor que na cidade de São Paulo.
"E embora sejam imóveis mais baratos quando comparados com os da capital, eles têm qualidades semelhantes aos que são lançados em São Paulo", ressalta Samantha Furlan, responsável por pesquisa e análise de mercado na Empresa Brasileira de Análise de Mercado (Embraesp).
O representante comercial Alexandre Ferrari Schiannatto, de 42 anos, por exemplo, procurou todas essas qualidades na hora de comprar um imóvel. Morador do Parque Edu Chaves, bairro da zona norte da capital, ele sonhava em mudar-se para a Vila Maria. Mas ao pesquisar, alterou os planos: em 30 de setembro passa a viver com a família em Guarulhos. "Vendemos o apartamento antigo para dar entrada no financiamento do novo, que tem 91 m2, três quartos e custou R$ 320 mil. Na Vila Maria, um imóvel semelhante vale o dobro", afirma.
Ele conta que o novo endereço fica a 10 minutos de carro do antigo bairro, por isso o negócio valeu a pena. "A mudança não vai alterar a nossa rotina por ser próximo ao antigo endereço e acredito que o imóvel vai se valorizar nos próximos anos."
Terrenos
"O crescimento da oferta aumentou nos últimos tempos porque o setor de construção em geral detectou uma carência de imóveis econômicos de 2 e 3 dormitórios", destaca Rubens Toneto, diretor de novos negócios da construtora MBigucci.
Segundo Plínio Soares, gestor de Desenvolvimento Urbano de Guarulhos, o Plano Diretor da cidade tem regras que incentivam o uso e ocupação do solo, especialmente nas macrozonas de urbanização consolidada e de desenvolvimento econômico (próximas à região central). "A Lei de Zoneamento de Guarulhos estabelece coeficientes de aproveitamento que permitem o adensamento nessas áreas, estimulando o potencial construtivo para usos residenciais."
Guarulhos tem, ainda, oferta de terrenos, diz Francisco Pereira Afonso, diretor tesoureiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). "Um exemplo é uma área com 1.049 lotes de 190 m2 que custam R$ 60 mil cada: em seis meses 70% foram vendidos. Muitos querem construir, mas outros são investidores de olho na valorização", afirma.
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