sexta-feira, agosto 12

Como financiar um imóvel pela caixa? Confira 6 passos aqui

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Ter um imóvel próprio é o sonho da maioria dos brasileiros, afinal, isso significa um ótimo investimento e também a garantia de um futuro com menos preocupações. Diversos bancos e outras instituições financeiras oferecem soluções como financiamentos e empréstimos para que seus clientes consigam atingir esse objetivo.

No entanto, como financiar um imóvel pela Caixa Econômica Federal continua sendo um dos assuntos mais pesquisados pelos potenciais compradores. Isso não acontece por acaso, já que não é de hoje que o banco federal é conhecido por praticar uma das melhores taxas de financiamento do mercado e também pela facilidade do processo.

De forma geral, se você tem interesse em adquirir uma casa ou apartamento pela Caixa, é preciso passar por uma análise de crédito, validar o imóvel no departamento de engenharia do banco, assinar o contrato e, por fim, pagar as parcelas mensais.

Para quem quer saber mais sobre o assunto, neste material explicamos melhor como funciona o financiamento imobiliário pela Caixa, quais são suas vantagens, listamos as 6 principais etapas para fazê-lo, trouxemos algumas dicas para acelerar o processo, como usar o FGTS e o que fazer caso o pedido seja recusado. Confira!

Como funciona o financiamento imobiliário da Caixa?

Seja para adquirir um terreno, imóvel usado, novo ou em construção, há um conjunto de critérios que são adotados pelo serviço de habitação da Caixa, sendo importante que o adquirente interessado as conheça antecipadamente para saber se conseguirá atender as exigências da instituição bancária e evitar reprovação do pedido. Os parâmetros de financiamento mais relevantes são:

  • o interessado pode gastar, no máximo, 30% da sua renda na parcela do imóvel;
  • pode-se escolher diferentes métodos de aplicação da taxa de juros. São eles: de 8% a 9,75% (prefixado); de 6,50% a 8,50% + Taxa Referencial (TR) e de 2,95% a 4,95% + IPCA (taxa de inflação);
  • a Caixa financia até 80% do imóvel para contratos do tipo SAC e até 70% para do tipo PRICE;
  • o valor máximo de financiamento é de R$ 1,5 milhão para contratos SFH, não existindo limite para SFI;
  • prazo máximo de financiamento para contratos SAC é de 360 meses e no PRICE de 240 meses.

Quais são as principais etapas para financiar um imóvel pela Caixa?

Listamos abaixo o passo a passo que você precisa seguir para ter um imóvel financiado pela Caixa.

1. Faça uma simulação com os seus dados

O primeiro passo para quem tem interesse em financiar um imóvel pela Caixa é entrar no próprio site do banco e começar fazendo uma simulação. Isso vai ser importante para saber informações como prazos e condições. Para isso, é preciso preencher um formulário online informando o tipo de financiamento desejado, categoria, valor estimado e, até mesmo, localização.

É importante informar tudo corretamente para ter uma análise adequada para o seu perfil, já que o banco considerará os mínimos detalhes para aprovar ou não o crédito. É preciso dizer se é um imóvel novo, usado ou mesmo se é apenas uma reforma ou construção, por exemplo.

Além disso, é preciso também colocar alguns dados específicos, como a renda familiar, se o cliente já tem imóvel próprio, se será mais de um comprador, entre outras informações pertinentes para que o banco consiga identificar a situação do cliente.

2. Separe a documentação necessária

Após ser feita a simulação e se você identificar que há chances de se obter o financiamento, o ideal é separar todos os documentos necessários para comprovar a sua situação ao analista do banco. Normalmente, os documentos exigidos para financiamento na Caixa são os seguintes:

  • documento de identidade, que pode ser RG ou Carteira Nacional de Habilitação, por exemplo;
  • CPF;
  • comprovante de estado civil;
  • comprovante de endereço;
  • comprovante de rendimentos;
  • extrato do Fundo de Garantia;
  • declaração de Imposto de Renda;
  • carteira de trabalho.

No caso do comprovante de renda, o documento apresentado será de acordo com a colocação profissional do cliente. Por exemplo, se for um assalariado, os últimos holerites são o suficiente, juntamente da carteira de trabalho. Para empresários, o documento exigido é o pró-labore. Para quem tem renda informal, o ideal é apresentar extratos bancários que comprovem movimentação financeira.

3. Solicite uma análise de crédito

Com todos esses documentos em mãos, o próximo passo é ir a uma agência da Caixa para solicitar uma análise de crédito. Se você já tiver uma conta aberta no banco, vai facilitar ainda mais o processo e você deve se direcionar à sua própria agência. Mas caso ainda não seja correntista, escolha a agência que for mais cômoda, afinal, poderão ser necessárias algumas visitas ao banco até o processo ser finalizado.

Inclusive, é nessa etapa em que a Caixa, além de conferir todos os documentos, também vai identificar qual é o tipo de crédito mais adequado para cada cliente, além de identificar também o uso do FGTS como parte do pagamento do financiamento.

4. Confirme se o imóvel é regularizado

Após ter o crédito aprovado, chega o momento de escolher o imóvel, de acordo com a sua faixa de crédito. Uma dica muito importante nessa fase é procurar por imóveis que estejam regularizados e em área urbana. Do contrário, mesmo com o crédito aprovado, o banco não vai autorizar a compra do imóvel específico.

O imóvel também não pode ter nenhuma pendência na prefeitura, pois a Caixa não autoriza nenhum fechamento de contrato quando se tem qualquer tipo de problema, por menor que ele seja. Então, antes de tomar uma decisão final que poderá ser negada pelo banco, analise bem se ele está regular.

5. Aguarde a avaliação técnica da Caixa

Antes de dar a palavra final, a Caixa também faz uma análise técnica do imóvel escolhido pelo seu departamento de engenharia. Um especialista do banco vai à casa ou apartamento escolhido para avaliar detalhes como o valor solicitado e também condições de uso. E além dessa verificação técnica feita pelos engenheiros, a Caixa também vai avaliar a documentação enviada pelo vendedor.

Depois disso, é emitido um laudo e o próximo passo é a aprovação do financiamento. Nessa etapa, é possível acompanhar o andamento da avaliação técnica pelo próprio site da Caixa.

6. Assine o contrato com o banco

Após todas essas etapas, chega o grande dia de ir até o banco e assinar o esperado contrato de financiamento. Tanto o comprador quanto o vendedor do imóvel devem ir à agência bancária para formalizarem tudo. Feito isso, o novo dono deve registrar a casa ou apartamento no Cartório de Registro de Imóveis, lembrando que isso tem um custo que varia de acordo com o estado.

Se não conseguir chegar a esse passo final por algum motivo que tenha impossibilitado o financiamento, não se preocupe. É permitido que você tente de novo, mas é preciso saber o motivo de ter o pedido negado para evitar contratempos na próxima vez. Por exemplo, se o banco negar o crédito por conta de dívidas e contas em atraso, regularize todos os débitos antes de tentar outra vez.

De forma geral, se você for brasileiro ou tiver visto de residência permanente, for maior de 18 anos ou emancipado com 16 anos, não tiver nenhuma restrição nos órgãos de proteção ao crédito e também tiver fonte de renda, pode solicitar uma análise de crédito para ter acesso ao financiamento da Caixa.

O que fazer para agilizar a aprovação do financiamento?

A instituição bancária geralmente leva cerca de um mês para aprovar um financiamento — chegando a três meses em casos mais complexos —, mas existem algumas táticas que acelerarão o processo e maximizarão as chances de aprovação pelo banco. Veja quais são essas dicas:

  • crie um cadastro positivo no SPC e Serasa;
  • reúna antecipadamente os documentos que serão exigidos pela caixa;
  • faça uma estimativa do quanto é necessário pagar e por quanto tempo;
  • mantenha os dados sobre seu vínculo profissional atualizados, o que facilitará pesquisa pelos analistas do banco;
  • abra uma conta-corrente na instituição bancária, evitando a necessidade de criá-la durante a solicitação do financiamento;
  • tenha nome limpo nos órgãos de proteção ao crédito, que são SPC e Serasa, bem como no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo (CCF).

Como utilizar o FGTS no momento do financiamento?

O FGTS pode ser usado como parte do pagamento do valor das prestações (até 80% do valor das prestações de 12 meses seguidos) e para amortizar ou liquidar o saldo devedor. No entanto, esse recurso somente pode ser usado quando tanto o contrato como o imóvel estiverem enquadrados nas regras do SFH na data de compra da propriedade.

No caso da compra de imóveis em construção, o saldo do FGTS pode ser aplicado como entrada de financiamento. Para fazer uso desse valor, é importante que o financiado atenda às condições listadas pelo Banco e reúna os seguintes documentos:

  • cópia da CTPS;
  • documento de identificação;
  • comprovante de residência dos últimos três meses;
  • extrato de FGTS original, datado, atualizado e carimbado por uma agência da Caixa;
  • declaração de sindicato ou gestor de mão de obra, no caso de trabalhador avulso;
  • Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) e última DIRPF do cônjuge, se o interessado for casado ou estiver em união estável;
  • ainda há outros documentos solicitados em casos excepcionais.

O que fazer caso o financiamento não seja aprovado?

Se o financiado tiver o seu pedido de financiamento negado, o primeiro passo é entender os motivos que ocasionaram a recusa, que pode ser valor baixo de parcelas, nome sujo, problemas perante a Receita ou INSS, entre outras questões. Depois de identificar os problemas, é necessário corrigi-los para garantir que a próxima solicitação seja aprovada, que pode ser feito 6 meses depois do primeiro pedido.

Qual é a renda mínima para financiar um imóvel pela Caixa?

Não há uma renda mínima fixa para financiar um imóvel pela Caixa. Isso porque, o valor é baseado no perfil do cliente e do valor da casa ou do apartamento. Assim como as outras instituições financeiras, para fazer o financiamento do imóvel na Caixa o valor das parcelas não pode ultrapassar 30% da renda mensal.

Dessa maneira, a partir da renda da pessoa ou das pessoas economicamente ativas na sua família torna-se possível verificar quais são os imóveis que podem ser financiados pelo banco público.

Como é feito o cálculo de renda mínima?

O valor da prestação não pode ultrapassar o valor de 30% da renda mensal de todas as pessoas que vão morar no imóvel (incluindo cônjuges, filhos, irmãos, entre outras possibilidades).

A entrada é outro fator relevante, pois quanto maior for, menor vai ser o saldo devedor. Dessa maneira, o valor das prestações vai diminuir e, consequentemente, maiores vão ser as chances de elas corresponderem ao valor máximo de 30% da renda familiar. Portanto, quanto maior o valor de entrada, menor será a renda mínima necessária para o parcelamento ser aprovado.

Como é feita a comprovação da renda?

A comprovação de renda é uma das questões mais relevantes para financiar um imóvel pela Caixa. Isso porque, essa prática é utilizada com o objetivo de analisar a capacidade de pagamento das prestações referentes ao crédito imobiliário.

Por meio desse procedimento, a instituição financeira estabelece qual vai ser o valor mínimo de entrada, o número de prestações, o valor de cada parcela, a taxa de juros, entre outras questões relevantes.

Por esse motivo é fundamental preparar a documentação das pessoas que vão fazer parte da constituição da renda familiar. Nesse momento é importante separar os contracheques (caso seja contratado na modalidade CLT), os seis últimos extratos bancários, a declaração do Imposto de Renda, o faturamento dos últimos 12 meses para autônomos etc.

Quem não pode financiar imóvel pela Caixa?

Algumas pessoas ainda não estão aptas para financiar um imóvel pelo banco público. São elas:

  • indivíduos com menos de 16 anos;
  • estrangeiros sem visto permanente no Brasil;
  • pessoas sem capacidade civil;
  • cidadãos em cadastros de devedores, como o Serasa;
  • pessoas com outros financiamentos imobiliários em qualquer parte do país, independentemente do percentual da propriedade.

Vale ressaltar ainda que caso o valor da prestação ultrapasse os 30% da renda mensal bruta familiar, o financiamento não será possível. Por fim, mas não menos importante, o imóvel só deve ser utilizado para fins de moradia.

Qual a melhor forma de financiar um imóvel pela Caixa?

O Programa Casa Verde e Amarela é a melhor forma de financiar um imóvel pela Caixa. Por meio do programa torna-se possível financiar até 80% do valor do imóvel e caso tenha uma renda familiar de até R$ 7.000,00 mensais, você terá acesso a boas condições de financiamento no momento de fazer o parcelamento.

É possível a Caixa financiar 100% de um imóvel?

Somente é possível financiar um imóvel 100% em situações específicas. Caso ele seja novo ou construído na planta, você poderá aproveitar para esperar a entrega do imóvel e conseguir o financiamento integral do bem.

Nas outras situações, o banco público financia, no máximo, 80% do valor do imóvel. Dessa maneira, a entrada deve ser de pelo menos 20% do valor da casa ou do apartamento.

Quais são os fatores que contribuem no financiamento imobiliário?

Há inúmeros fatores que contribuem para o valor total do financiamento imobiliário, pois eles influenciam no valor das prestações e no número de parcelas. Entre as principais questões estão as taxas de juros, a utilização do FGTS, o valor de entrada e o relacionamento com o banco.

Taxa de juros

As taxas de juros são um dos principais fatores que influenciam no financiamento de uma casa ou apartamento. Ela é aplicada nas parcelas do empréstimo e influi no custo efetivo total para adquirir o imóvel.

Em todo o mercado imobiliário, a taxa de juros referente ao financiamento imobiliário é influenciada pela Selic que atualmente está em alta. O valor atual da taxa é de 13,25%, o que contribui para o aumento dos juros nos financiamentos.

Utilização do FGTS

O valor das parcelas do financiamento pode ser reduzido caso você utilize o saldo disponível do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Isso porque, a quantia utilizada vai ser abatida do valor total a ser financiado, contribuindo para reduzir o valor das parcelas.

No entanto, é importante destacar que para utilizar os recursos do FGTS para esse fim é necessário ter pelo menos 3 anos de carteira assinada e não ter outro imóvel no mesmo município.

Valor de entrada

Como destacamos, quanto maior for o valor de entrada, menores vão ser o número de prestações e o valor de cada parcela referente ao financiamento imobiliário. Nesse contexto, podemos dizer que uma boa quantia de entrada vai te deixar mais perto de realizar o sonho da casa própria.

Quais são as tarifas envolvidas?

Pode parecer um mero detalhe em uma análise inicial. No entanto, o conhecimento das tarifas envolvidas no financiamento do imóvel pela Caixa vai te ajudar a se planejar melhor financeiramente para realizar o sonho da própria. Por esse motivo, vamos destacar na sequência do conteúdo sobre as principais tarifas envolvidas.

Avaliação

Essa taxa é direcionada para fazer avaliação do imóvel. O procedimento é feito por um profissional da Caixa com o objetivo de verificar o valor de mercado da casa ou apartamento.

Tarifa de Administração do Contrato

A tarifa destina-se à manutenção e à gestão do acordo contratual. O valor é cobrado todos os meses e é obrigatório apenas nos imóveis que são financiados no SFH.

Agora, você deve estar se perguntando: como posso saber o valor da tarifa a ser cobrada? Por meio da Tabela de Tarifas da Caixa, no item habitação, você vai saber o preço da tarifa. Sobre esse item, é importante destacar que os valores cobrados não serão devolvidos se o serviço for prestado e, posteriormente, houver a desistência do financiamento.

Financiar imóvel pela Caixa é uma estratégia bastante vantajosa para quem deseja investir em um imóvel, já que é possível utilizar o FGTS — que costuma aliviar grande parte do valor —, o valor concedido é alto e permite pagamento por longo período. No entanto, é importante aplicar as dicas explicadas listadas neste conteúdo para garantir a aprovação do financiamento.

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