segunda-feira, julho 6

A história da Paulista e região é de todos

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É impossível falar sobre a cidade de São Paulo e não se lembrar da Avenida Paulista, um dos principais símbolos da capital que, além de ser um importante polo financeiro e de negócios, tem muito a oferecer no quesito lazer. A história da Avenida Paulista se inicia no século XIX, época na qual ela abrigava as mansões dos empresários cafeeiros.

Contudo, hoje, o que se destaca ao longo dos seus quase 3km são prédios imponentes e arranha-céus. Sem contar a ciclovia, centros culturais, teatros e museus que também a caracterizam como um importante centro cultural da cidade. Ou seja, a Paulista é um espaço democrático não apenas para os moradores da cidade, mas para muitos turistas também.

Para aqueles que têm curiosidade sobre a história dessa avenida, além de seu atrativo, abaixo explicamos como tudo começou e o que ela oferece nos dias de hoje. Confira!

O surgimento da Avenida Paulista

A Paulista foi inaugurada em meados de dezembro do ano de 1891 e, naquela época, o que se via eram extensos terrenos, árvores e pessoas em suas carruagens. Uma característica que ajudou com que ela se desenvolvesse de maneira organizada é que desde o seu início ela foi planejada, algo inédito para a sua época de inauguração.

Claro que não podemos nos esquecer também do caráter elitista da criação da avenida, já que ela foi planejada para acolher pessoas ricas da cidade, como os grandes fazendeiros. Curiosamente, quem idealizou a Paulista não foi um brasileiro, mas sim o engenheiro uruguaio chamado Joaquim Eugênio de Lima, que era casado com uma brasileira.

Aos poucos, construções baseadas nos mais variados estilos, como o neoclássico e art-noveau, foram preenchendo a avenida. Depois dos anos de 1930, grandes transformações começaram a acontecer na área, em parte por conta da industrialização e também pelo incremento da urbanização.

As muitas mudanças ao longo das décadas

Os grandes edifícios, também conhecidos como espigões, surgiram por conta da especulação imobiliária nos anos de 1960 e 1970. Um fato importante da época é que em 1968, a rainha do Reino Unido, Elizabeth II, participou da inauguração do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) na Paulista durante o seu tour de 11 dias pelo Brasil.

Se no início o tráfego na avenida era formado por carruagens, bondes carregados por burros e bicicletas, aos poucos, os transportes se modernizaram e o ápice se deu nos anos 90, quando surge o metrô na região.

Ao longo de todos esses anos, nem sempre a Paulista teve esse nome, já que, em 1927, uma lei mudou a sua nomenclatura para Avenida Carlos de Campos, um importante político que havia morrido no mesmo ano. A mudança durou pouco e em 1930 volta o nome original de Avenida Paulista.

A construção do MASP

Antes do MASP, o número 1578 da avenida Paulista dava lugar ao Belvedere Trianon. O mirante, com vista para o vale, para a avenida e para os jardins do Parque Trianon, também era conhecido como Miradouro da Avenida ou apenas Belvedere da Avenida.

O Belvedere (mirante em italiano) continha terraços, salões para festas, convenções e contava com serviços de confeitaria. Inaugurado em 1916, em pouco tempo, o local se tornou o ponto de encontro da alta sociedade paulistana.

Funcionando como uma espécie de clube e com uma agenda social para lá de agitada, o lugar era frequentemente regado a festas, concertos, bailes e reuniões. Em 1920, a crise do café somada ao crescimento urbanístico da Avenida Paulista tornaram o local mais popular que elitista.

A mudança de público transformou requintados salões e restaurantes em bares que serviam sorvetes e refrigerantes, com direito a academia de dança com aulas de boas maneiras e desenvolturas. A programação mudava, mas o ritmo insistia em continuar.

Em 1953, o Belvedere finalmente foi demolido para ceder espaço à 1º bienal de Arte Moderna da cidade. Após o sucesso do evento, a prefeitura doou o terreno para a construção do MASP, inaugurado em 1968. Atualmente, o MASP e todo seu entorno continua como um dos principais cartões postais de uma cidade repleta de histórias, eventos e programações para quem curte o agito e a diversidade de São Paulo.

As atuais atrações da Paulista

A história da Paulista é riquíssima e a sua relação com a economia do estado mais próspero do Brasil é incontestável, já que ela abriga grandes negócios de renome nacional e internacional. Contudo, para quem tem interesse em morar próximo à região, é interessante saber o que ela oferece no quesito lazer.

Além do MASP, não podemos deixar de mencionar o espaço Casa das Rosas, um casarão dedicado a variadas manifestações culturais, como a literatura. O SESC Avenida Paulista é outro ponto interessante, com atividades tanto para crianças como para adultos.

Para aqueles que não abrem mão de atividades ao ar livre, os Parques Prefeito Mario Covas e Trianon são lugares obrigatórios. Inclusive, o segundo preserva parte da Mata Atlântica nativa da cidade.

Aos domingos, a Avenida se fecha para os carros e a circulação de pedestres é livre. Isso significa que é possível andar sem preocupações, passear com toda a família e usar também a ciclovia sem correr o risco de sofrer acidentes causados por veículos motorizados. Viu só como a história da Avenida Paulista é interessante e quanta coisa dá para se fazer por lá?

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